Sou como uma folha solta de uma árvore,
que segue um caminho que a brisa percorre,
e suavemente vai deslizando pelas paisagens.
Ao invés desta vida de invenção, e bobagens,
prefiro minhas belas viagens;
as vezes seco, as vezes verde,
e encontrar outras folhas soltas,
as vezes seca, as vezes verde.
Do que robustas árvores pré-determinadas,
crescendo forçosamente com o fermento social,
Sem defeitos e qualidades, e fustigadas
a viverem num terrível cíclico ritual.
E é num dia de pálido inverno,
inerte, quando apascento-me nas praças sociais,
que espero a primavera em sopro reiniciais,
para levar-me - na brisa - deste inferno.

Comentários