Home Data de criação : 07/05/06 Última atualização : 09/06/23 16:00 / 160 Artigos publicados
 

O meio acadêmico às vezes é de fazer asco  (MInhas Poesias) escrito em terça 23 junho 2009 16:00

"Tudo não passa de vaidade! Vaidade das vaidades! “Afasta-te do meu sol!

 

 

Outro dia, era meio-dia de insípido sábado,

Após um Júri Simulado, revelando aos meus olhos venidade,

comecei a apreciar cevada e lúpulo perto da Faculdade.

Depois retornei a locupletar à vanguarda da Faculdade.

Mais tarde, continuei a emborcar longe de toda academicidade.

Então já à noite, sob o céu estrelado e claro,

Embebedei-me até não poder, onde não havia faculdade,

E foi ali que encontrei a inteligibilidade

                                                                     no gozo da simplicidade.

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A resposta do poeta Affonso Romano de Sant`Anna  (Artigos) escrito em segunda 08 junho 2009 19:27

Haviam passados quatro dias do nosso encontro. E foi quando eu estava no laboratório de informática da faculdade, ao entrar em meu e-mail, que notei no primeiro e-mail da caixa de entrada, a resposta do Affonso Romano.

Fiquei todo gelado, apreensivo, e ao mesmo tempo satisfeito de tê-la recebido, mas por um lapso de tempo, fiquei receoso. E com um clique, pude finalmente ter a resposta do poeta.

Ao ler, confesso-lhes que foi a melhor resposta que poderia receber. Não me continha em felicidade por dentro, e a emoção tomou conta de todo meu ser.

Eis abaixo a resposta:

Segunda-feira, 3 de Novembro de 2008

Fabiano, meu caro, obrigado pela presença e participação naquele encontro la na Fiat/Sempre um papo.

Li seus textos, onde exprime sua perplexidade e lirismo  diante da vida,e onde faz uma gostosa referência à cena de leitura de poema  que fiz em BH certa vez.

É isso, escrever é ir também descobrindo o caminho da própria escrita, que é infindo.Escrever e aprender, enfim, escreviver. Siga em frente, ars

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Trecho do texto abaixo - (Na próxima postagem a resposta do poeta)  (Artigos) escrito em segunda 01 junho 2009 20:17

... Atrás de mim, duas mulheres, jovens beldades que despertavam ardor, com o livro abraçado aos seios, e afoitas para o encontro com o poeta, enquanto o tempo passava, elas iam falando de seus poemas, era sexo, o seu tema preferido, meus ouvidos estavam nelas, e em cada recitação, era um excitação compartilhada, elas despiam as palavras, banhavam os versos, se entregavam aos braços das estrofes para em seguida ajoelhar    aos poemas, e nas folhas deixarem pingos de tintas e poemas...

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Meu 2º encontro com o poeta Affonso Romano de Sant`Anna  (Meus textos) escrito em segunda 01 junho 2009 20:15

(Foto do primeiro encontro que tivemos na BIENAL DO LIVRO)

 

* (Na próxima postagem a resposta do poeta)

 

 

Passado mais ou menos cinco meses do nosso primeiro encontro, não havia recebido uma resposta, fiquei triste, vários pensamentos passavam em minha cabeça; que ele não tinha gostado ou que achará uma porcaria, ou até mesmos, que não lerá nada. Mas após essa turbulência de indagações decidira que não era hora de desistir.

 

Em seu site (www.affonsoromano.com.br), no ícone agenda, pude ver que retornaria em Belo Horizonte brevemente, agora para o lançamento de seu novo livro – O Enigma Vazio – na casa Fiat Cultura. Depois desta constatação, começara a orquestrar, para o dia que o encontraria.

 

Desta vez optei por levar os poemas imprimidos, e não em um disquete, como havia feito na primeira vez. Encadernei-os, aproximadamente 17 poemas. Fiz uma capa onde tinha meu e-mail e endereço do meu blog. E que o primeiro poema, seria: “As mulheres e poeta Affonso Romano”.

 

Um dia antes de sua vinda à Belo Horizonte, resolvi chamar meu amigo Rodolfo para irmos juntos, e ele estava até animado, eis que no dia seguinte, à tarde, quando eu ligara para confirmar, me disse que não iria, pois tinha que fazer outras coisas.

 

O lançamento estava marcado para as 19h30min, e após a desistência de Rodolfo, comecei a desanimar, pois da minha casa até o local do encontro era bem longe e não queria ir sozinho, rodava de um canto para o outro na casa, e a dúvida martelava minha mente, ir ou não ir? As horas passavam rapidamente, já havia escurecido, e eu, desnorteado. Num certo momento, a realidade esbofeteou-me, me dizendo que se eu queria, deveria ir atrás, e não esperar nada de ninguém. E prosseguiu bafejando em meus ouvidos; siga seu caminho de longas estradas, que na grande maioria das vezes serão trilhados sozinho, se quiseres chegar o mais longe que puder, não pare, não desista, seja forte, você pode e quer, levante e ponha-se a andar para chutar as pedras que nos caminhos vierem a aparecer.

 

Depois de inquietar-me o espírito, corri para trocar de roupa, pois já era 18h00min, e direcionei-me até o ponto de ônibus para embarcar em um destino certo e necessário. Mas a realidade da cidade grande é outra, fiquei ali a esperar, e a demora do ônibus me deixava inquieto, pois sentia que chegaria atrasado. Já embarcado depois de longa espera, pedi ao cobrador que me avisasse quando chegasse ao ponto mais próximo da Casa Fiat Cultura. A viajem foi duradoura, e em cada esquina que passava meus olhos procuravam desesperados os letreiros públicos que informavam as horas.

 

Um pouco mais para frente, o cobrador me chamou para me informar que poderia descer no próximo ponto. Já fora deste, fiquei um pouco pasmado, a rua um pouco escura, só de casas, maldição dos bairros da zona sul mais afastados, e com papel em mãos que continha o número da Casa Fiat Cultura, fui descendo a rua, procurando nas casas para saber se a ordem numérica crescia ou decrescia, mas nas casas não havia números, e depois de muito descer chego à esquina, para notar na placa que estava completamente errado, pois os números decresciam, e a vontade de xingar foi enorme, pois descer um morro a pé, e depois descobrir que terá de subi-lo novamente e ir um pouco mais a frente, deixa qualquer um que não está com carro um tanto quanto furioso.

 

Comecei, então, a subir, quando me passa pela cabeça o perigo de andar por aquelas ruas escuras, pois ser assaltado era o que parecia faltar para acontecer, e por estar já atrasado, decide sair em disparada, logo eu que de preparo físico para essas proezas nada tenho. Correndo, fui subindo aquele morro, e quando chego à porta da Fiat Cultura, parecia que ia morrer, estava bufando que nem um boi, suado, e quando fui pedir informação na entrada, a bela moça que ali trabalhava logo percebeu meu cansaço e me disse: Calma! Pois estava até com dificuldades para falar, e ela com um ar de piedade e brincadeira, falou que deveria subir mais um pouquinho. Era uma pequena rampa logo a frente.

 

Quando cheguei ao auditório, para minha sorte não havia começado, e enquanto Affonso ia se direcionando para ministrar tal palestra, eu ia restabelecendo meu fôlego sentado na última fileira que dava para ver tudo perfeitamente.

 

Estar ali era magnífico, escutar belas palavras jogada ao vento pelo poeta, e a escolha de pega-las era de cada um, palavras pequenas que em nós floresciam e diziam cada vez mais. Toda aquela “raiva” pelos percalços havia dissipado, pois podia ver a arte chegando com suas canetas, tintas, pinceis, para criarem aquela sensação de êxtase.

 

Mas foi mais para o final da palestra que comecei a ter uma vontade de ir embora, me rebelar, sair dali e voltar pra casa, era medo, que adveio logo após o poeta dizer que todos achavam que são artistas, e que na verdade, muitos não são, e dentre os que são,  há os péssimos, os bons e os excepcionais. Confesso que essas palavras ficaram em mim, e aí, voltava às indagações, mostrar meus humildes textos para aquele grande poeta, a crítica poderia ser forte. No prolongar da palestra minha atenção ficava centrada em dois pontos, prestando atenção no que era proferido e sua crítica sobre ser artista.

 

“Seja homem rapaz, queres viver 80 anos para chegar ao fim e pensar que poderia ter feito isso, aquilo, ou outra coisa, mas preferiu ficar aí, sentado no sofá a esperar, sendo que a oportunidade de fazer acontecer esta aí e de portas abertas, basta entrar; NÃO SEJA UM CAGÃO!” Era meu consciente me alertando.

 

Após o término da palestra, me levantei e fiquei em pé no fundo. As indagações ainda permeavam-me, e do fundo fui vendo Affonso, cumprimentando as pessoas, e direcionando-se para fora do auditório onde seria distribuição de autógrafos para aqueles que tinham seu novo livro. Ele passou próximo de mim antes de sair, pensei em ali mesmo conversar com ele, pois eu não tinha adquirido seu novo livro, mas notei que estava apreçado, e resolvi não atrapalhar.

 

Ele se posicionando na mesa para dar os autógrafos, enquanto a fila ia se formando. E quando já estava extensa, é que pensei em entrar nela, pois a vergonha tomara-me, por não ter seu livro, mas passei por cima disso e direcionei-me para ela. Bem no fundo, comecei a passar os olhos em seu tamanho, e percebi que era o único sem livro, e nas mãos, apenas meus textos.

 

Atrás de mim, duas mulheres, jovens beldades que despertavam ardor, com o livro abraçado aos seios, e afoitas para o encontro com o poeta, enquanto o tempo passava, elas iam falando de seus poemas, era sexo, o seu tema preferido, meus ouvidos estavam nelas, e em cada recitação, era um excitação compartilhada, elas despiam as palavras, banhavam os versos, se entregavam aos braços das estrofes para em seguida ajoelhar    aos poemas, e nas folhas deixarem pingos de tintas e poemas.

 

Depois das páginas gotejadas, faltava apenas um para minha vez, no momento em que essa pessoa ia conversando com Affonso, eu ia reparando o poeta, e comecei a ficar inquieto, um frio na barriga tomava conta do meu ser. O senhor que com ele conversava, era insistente, e conversou por tempos com o escritor.

 

Após sua saída, fui chegando lentamente à mesa, lhe cumprimentei e já fui logo despejando em sua face tudo que em mim estava contido por meses, dizendo que havia encontrado com ele na bienal, e que gostaria de mostrar um texto que tinha feito sobre, quando nesta, em um café literário, ele lera um poema de sexo para as mulheres, e que o poema que fiz, era sobre as mulheres sentindo seu poema, nas palavras que adentravam seu ser e percorria toda sua corrente sanguínea, numa erupção de desejos. E passando a folha lhe mostrei a poesia.

 

Ele pegou todos meus textos, e perguntou-me se tinha ali meu e-mail, eu peguei de suas mãos e lhe mostrei na primeira página, muito gentilmente disse-me que leria e responderia, agradeci, e despedi, dizendo que esperaria ansioso pela resposta, fosse qual for.

 

O encontro foi rápido. Em seguida, reparando antes as mulheres novamente, segui para rua, pois estava tarde e meu caminho de volta seria perverso. Na saída perguntei ao porteiro onde tinha um ponto de ônibus, que dava para o centro da cidade. Ele meio que com pena, e como se pensasse, - coitado vai mofar ali -, mostrou-me o ponto pouco acima. E pra lá segui.

 

No ponto, notei que o estacionamento estava cheio, e por ali fiquei, pensando quanto tempo ficaria naquele local, uma ou duas horas, enquanto isso, as pessoas começavam a sair da Casa Fiat Cultura, e os carros iam esvaziando. Após isso, desejei veemente, que alguém me oferecesse uma carona, e se o tivesse feito, eu ia na hora. Uma senhora, até me deu um tchauzinho, mas foi só. Pouco tempo depois, não tinha nenhum carro ali estacionado. E mais abaixo via Affonso Romano, saindo com duas senhoras, e virando a esquina para não mais vê-lo.

 

Pronto, estava ficando sozinho naquela esquina quase erma, até que o porteiro me gritou dizendo para descer com os dois homens que tinham saído dali, e iam pegar um ônibus mais abaixo, pois naquele ponto não passaria mais nenhum na noite. Sem pensar, fui correndo, me aproximei deles e juntamente fui descendo.

 

Discutiam sobre a palestra. Eu intrometido, entrei na conversa, e me perguntaram se eu tinha ido na mesma, e logo, fiz uma afirmação, mas que o motivo de estar ali aquela noite, era o de mostrar meus textos para quem eu admirava muito. Eles ficaram surpreendidos, perguntaram se poderia ler um para eles, nesse momento, para nossa sorte, o ônibus apontou e corremos para o ponto. Dentro deste, tirei da mochila um, e com o veículo cheio, comecei a recitar. Eles adoraram, e obviamente que fiquei muito feliz, mas o mais inacreditável, logo em seguida aconteceu, eis que um deles me pede um autógrafo no tal texto, fiquei totalmente se ação, e por um tempo achei que era brincadeira ou coisa parecida, mas não, ele falava sério, eu nem sabia o que escrever, e peguei o papel para então escrever: Paulo um grande abraço, Fabiano Mafia.

Fiquei feliz, e pasmado, nunca imaginava isto me acontecer.

 

Depois disso, eles foram descendo em seus respectivos pontos, e eu continuei minha jornada, e nas ruas da cidade meus questionamentos tomam forma, agora, se eu um dia teria a resposta do poeta. Havia momentos que pensava jamais recebê-la, pois já acontecerá uma vez, depois acreditava piamente que ela viria. Mais cedo ou mais tarde, a opinião dele viria, essa era minha esperança.

 

No travesseiro, recopilava todo acontecimento, e em minhas quimeras, criava possibilidades, voava pelas respostas que poderia receber. E na carta eletrônica, quando chegasse, poderia estar um precipício, onde trevas viam banhar meu sono, ou então, poderia vir pinceis cheios de tintas coloridas, no incentivo para eu seguir meu caminho, por estradas infindas, tortuosas e solitárias, para que com meu estro poético, numa erupção vulcânica, jorrarem tintas a desenhar primaveras nos campos sombrios.

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Nós ocidentais, e os norte-coreanos  (Meus textos) escrito em sexta 29 maio 2009 11:58

 

Assim como os norte-coreanos, nós ocidentais, nos vangloriamos por sermos o que somos, julgando-nos melhores e menos alienados, achando que temos uma liberdade de fato, e que não temos concepções baseadas numa esfera milimétrica.

Aqui, cumprimos tarefas seculares, temos uma dita “escolha” para seguirmos o que queremos, que na essência não é usada, decorrido pela preponderância, lá não, o totalitarismo sanguinário do “Grande Irmão” é que estipula tudo, construindo as estradas que outros caminharão, e os seres, achando que comandam sua direção.

Nos em nossas escolhas, quase nunca a fazemos com a liberdade que de fato nos traria o prazer de fazer o que realmente queremos, mas na maioria das vezes, se pauta, consciente ou inconscientemente, na influência imposta pela sociedade, cultura, que somos interseridos.  E assim, seguimos no labor diário, achando que estamos dignificando o ser, e encontrando o sentido e a felicidade de todo esse viver.

Mas no fundo, mesmo que insistamos em negar, descortinamos apenas o vazio, e roboticamente seguimos nossas vidas sem termos a coragem de nos auto-controlar, para enfim, construirmos nossas próprias estradas, tortuosas ou não, podendo ou não, serem trilhadas de forma solitária, sem pragmatismo, encontrando o doce sabor da vida.

Pois nossa pequena diferença em relação aos norte-coreanos, é que aqui, trata-se de pura

comodidade,

                         Facilidade,

                                                  E adequação,

e lá,  nas cortinas que separam culturas, que despencam falácias, se abertas; exprimir-se-ão,      

              obrigatoriedade,

                                                monstruosidade,

                                                                                          e dominação.

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