Meu sexo
é uma arte clássica,
pincelada com minha língua.
Esboço cada contorno
de seus lábios carnudos
e gostosos.
Escorro por seu pescoço,
me sacio ao chegar
em seus belos seios,
num infindável pincelar.
Ponho-me a desbravar
todo seu corpo,
com esse pincel lingual,
para te envernizar.
Agora vou preparar
todas as tintas,
em mim contida,
e buscar o meu deliciar.
Chego, enfim,
à flora de sua feminilidade
e com pinceladas linguais,
pincelo até a extremidade.
E alcanço
um infinito gozar,
para nossa obra
emoldurar.
19/09/07.
A partir do instante de nosso nascimento, nossos pais, a igreja, a escola, o meio ao qual estamos interseridos nos esculpem de acordo com verdades subjetivas que visam à padronização comportamental.
A sociedade criou um mecanismo para moldar as escolhas das pessoas, nela, há uma ilusória variabilidade, que pode oscilar de um ponto ao outro, mas previamente definido num quadrante aceitável.
O que transpõe o conceito do correto, do certo, do normal, é classificado como louco, forma com a qual consegue o repúdio inconsciente de outros para não seguirem esse comportamento “errado”. Consequência de uma transmutabilidade de conceito, que do plano subjetivo, ganha raízes objetivas para se tornarem verdades inquestionáveis e universais.
Estamos falando da fantochenização do indivíduo, que até certa idade acha-se um anarquista, mas que com o passar dos anos, acaba se tornando o mais feroz defensor dos conceitos subjetivos que são os pilares de uma sociedade de pessoas imbecis e escrotamente corretas, uns pobres Deuses.
E muitas vezes, a aceitação é a vilã, as pessoas são monstruosamente carentes e temerosas a solidão, mais um acidente que culmina para a facilitação de enquadramento de conceito, pois as pessoas buscam se moldar em suas atitudes do dia-a-dia frente às outras.
Criaram simplesmente uma nova forma de loucura, é como uma interminável febre terçã, a “normalidade” e a loucura buscando se sobrepuser nas atitudes do indivíduo, e estes buscando uma solução aristotélica para chegarem a um equilíbrio. Mas seres tão pedantes por seus conceitos invariáveis são tolhidos a alcançarem a percepção que a equidade nesse tocante não é necessária, pelo contrário, é uma inimiga do que de fato somos.
Finalizo lampejando um artigo do filósofo HélioSchwartsman colunista da Folha de São Paulo, quando através de um experimento, onde colocaram de propósito uma pessoa “normal” sem que ninguém soubesse em um hospício, constatou-se que os ditos normais, os psiquiatras, não foram capazes de identificarem a normalidade deste louco normal, mas os loucos de fato foram.
Todos os dias é dia de comemorar, comemorar um sono até as 11h00min horas da manhã, a preguiça que até dói no corpo, o abraço de uma pessoa a qual se tem apreço, um bom e verdadeiro amigo, uma bela música, um belo poema, um bom filme, uma briga, os dias nublados que são importantíssimos para a vida, as pessoas que não gostam de você, as mentiras estúpidas, a vontade de fazer algo e a de não fazer absolutamente nada, uma sentada na privada que alivia o intestino grosso, um dia sem banho, outro dia com um banho de 50 minutos, o dia passar por seus olhos e ficar só observando, uma transa casual ou até mesmo uma punheta, uma dose de chora-Rita, a ressaca do dia seguinte... e também 28 anos, há tanto o que comemorar acabo não comemorando nada, apenas vivo as desgraças e as belezas da vida.... Pois uma vida sem prazer é uma vida sem sentido que não vale à pena.
Meu povo é um absurdo o que acontece nos lares
brasileiros, uma grande vergonha essa falta de respeito, e o pior,
todo mundo vendo acontecer e ninguém faz nada.
Mas nós, vagabundos, preguiçosos, a toas, devemos nos unir (mas
acho que a preguiça não permitirá), e exigimos educação, não podem
continuar ligando a TV alta, apertando a porra da descarga
escandalosa, as conversas estridentes aos ouvidos, o entra e sai do
quarto, escutarem música no computador sem fone de ouvido, enquanto
nós, sonhamos primaveras no travesseiro às onze horas da
manhã.
Vamos acordar isso não pode continuar!
E para finalizar peço um minuto de silêncio em homenagem aos
companheiros que se foram e tiveram inúmeras vezes o seu tão
sagrado sono interrompido... (dormiu todo mundo).
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