Ardipithecus ramidus (Ancestral mais antigo do
homem), apelidado de “Ardi” pode ser
nosso descendente em comum com os chipanzés. (Não descendemos dos
macacos, somos os próprios macacos).
Certas ilusões impregnadas no consciente
produzem reações inesperadas, de um meio que se esperava respeito,
argumentação, instigação ao debate e não cerceamento,
posicionamento AGRESSIVO-FUNDAMENTALISTA e fora de
foco.
Passei cerca de cinco anos nesse meio
acadêmico que raras vezes serviu para um debate consciente, livre
de preconceitos, respeitoso, inteligente, argumentativo que levasse
ao engrandecimento do pensamento.
Ali era uma instituição formadora de
operadores do Direito, mas como não objetivava ser apenas mais uma
engrenagem do sistema, preferi a “burrice” silenciosa;
Coletei o que poderia formar um homem.
Você foi o único que ouvi falar que gostou
mais da “primeira parte” (mais filosófica) do curso que
a “segunda” (mais prática), disse-me um professor certa
vez. E tive grandes professores ali, que seus ensinamentos ficarão
para toda uma vida. E o professor da palestra está entre
esses.
Mas era vaidade de mais, falsos humildes e
cultos, uma bajulação aluno-professor;
Alunos-“doutores” que na ora de matérias que exigiam um
pouco mais de raciocínio não entendiam e achavam que o discurso era
pura viagem; Não, era apenas a hermenêutica
(interpretação).
Pois bem, eis que vejo um convite a uma
palestra no facebook falando do Direito Constitucional à luz do
espiritismo de um professor que tenho tamanha admiração e respeito.
Deixei um comentário assim como uma aluna que não via esse
envolvimento acadêmico com bons olhos, postei: Acho perigoso esse
envolvimento acadêmico... (acho que é isso, e têm mais, porém, a
professora que postou o convite apagou o comentário). Se não pode
questionar, não poste ao público, ou diga: Por favor, gente, só
comentários legais.
Ela professora, do alto de sei cajado
sentenciou que daqui a pouco em nome do Estado laico proibir-se-ia
a religião, e que eu não precisava me preocupar, pois não tramariam
um golpe de Estado.
Na ora que li não sabia se ria ou chorava.
Sábios professores que menosprezam os alunos e desviam o foco ao se
sentirem ofendidos no tocante de seus pensamentos fundamentalistas.
Procurei então deixar mais claro, que um Estado laico não se trata
de uma proibição das religiões, pelo contrário, é o respeito de
todas, mas, porém, um Estado sem qualquer influência religiosa, e
que tão pouco me preocupava com algum tipo de golpe de Estado, mas
apenas com falácias que levavam ao erro do
raciocínio.
Como anotou outra aluna, daqui a pouco será o
direito constitucional à luz da umbanda, à luz dos evangélicos e
por aí vai.
Depois do ocorrido me senti um completo
idiota, para que perder tempo nesses tipos de discussões, cala a
boca seu chato, e deixe as idiotices alheias, mas argumentos
falaciosos numa esfera que abrange a todos não podem ser
simplesmente aceitos e se deixar fechar os olhos como se tudo fosse
um mar de rosas.
Só não entendo como uma professora expõe
arrogância frente a um mero e mortal aluno que expos uma opinião
contrária, mas lógica, à dela. E como esse profissional tolhe de
maneira agressiva e infantil certas discussões. E argumentos do
tipo que a discussão está fora de propósito não me convencem, as
coisas criaram rumo pela insensatez de um
“Deus”.
Tenho para mim que se fosse uma opinião
favorável aos ideais defendidos seria motivo de comentários em
flores de estúpidas bajulações. Detesto esse tipo de
coisa.
Respeito às pessoas foi algo que meus pais me
ensinaram, agora, não concordar com suas ideias não é uma ofensa, é
o livre pensamento, onde tudo é discutível, e se por preferir a
ciência às supertições estarei fadado ao menosprezo fanático e
fundamentalista, pecarei para todo o
“sempre”.
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